Blindagem de veículos
Revista Las Los
Em 2011, sete milhões de veículos circularam em São Paulo. Desses, 37.652 motoristas foram assaltados. Os números resultantes de pesquisas feitas pelo DETRAN e pela Secretária de Segurança Pública de São Paulo assustam. Mas o que fazer quando a criminalidade aumenta e a necessidade das pessoas em utilizarem seus veículos para comparecerem nos compromissos diários continuam a mesma? A única alternativa é se proteger e recorrer a alternativas seguras no caminho do trabalho ou no lazer com a família. Dito isso, é evidente o motivo do aumento pela busca de veículos blindados. De acordo com pesquisa feita pela Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem) 3.720 veículos foram blindados apenas no primeiro semestre de 2011, um aumento de 8,39% em comparação com o mesmo período de 2010. Ainda de acordo com a Associação, a maior procura é feita por homens (65%), sendo que 22% são da faixa etária de 50 a 59 anos. No caso das mulheres, 30% são de 40 a 49 anos. No total, 85% são executivos e empresários, 3% são artistas, 3% juízes, 2% são políticos e o restante possui outros perfis.Dentro deste público, o tipo de blindagem mais solicitada é a de nível III-A que suporta tiros de pistolas de até nove milímetros e revólveres 44 Magnum, a maior arma de mão. Segundo o diretor comercial da Steel Blindagens Especiais de São Paulo, Antonio Donato Junior, “dificilmente será necessário mais do que isso em uma situação normal de violência urbana. Há outros níveis menores, mas a relação custo-benefício não compensa. O nível II-A, por exemplo, até oferece uma segurança satisfatória, mas é arriscado em caso de ataque intensivo, com tiros muito próximos um do outro. A economia que se faz não vale o risco”, alerta.O valor calculado para blindagem é baseado no volume de utilização dos materiais aplicados e do modelo do veículo. A blindagem de nível III-A varia de R$45.000 até R$65.000. Um investimento tão alto precisa de cautela ao escolher a blindadora e atentar-se a algumas regras básicas e indispensáveis. A blindadora deve possuir o Certificado de Registro (CR) no Exército, alvará da Polícia Civil (DPC) e uma autorização para cada veículo blindado. “Faça uma checagem no CNPJ também. As blindadoras associadas ao Abrablin (Associação Brasileira de blindagem), já têm essas documentações checadas a cada seis meses”, alerta Donato.Por outro lado, a pessoa física também deve ter em mãos alguns documentos para a liberação da blindagem. “É necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, certidões negativas tiradas nos fóruns criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos. Se o carro for de empresa, também será preciso apresentar CNPJ e Certidão de Antecedentes dos distribuidores da Justiça Federal, Estadual e Militar de cada um dos sócios administradores ou gerentes, das Comarcas onde tenham sido domiciliados nos últimos cinco anos”, orienta o diretor comercial da Steel Blindagens.PROCESSO DE BLINDAGEMNão espere o carro ficar pronto para depois vistoriar o que foi feito. “O que não falta no mercado são casos em que o acabamento é perfeito, mas a utilização dos materiais de blindagem deixa muito a desejar. Bons acabamentos podem camuflar blindagens ruins. Pode parecer estranho ver seu carro todo desmontado. Mas vai valer à pena e lhe proporcionará maior segurança”, garante Donato. Segundo ele, o ideal é visitar a blindadora na metade do processo, mais ou menos em 15 dias úteis, já que a montagem dura de 25 a 35 dias úteis.Outra dica de Donato é pedir as especificações técnicas e quantidade dos materiais aplicados. “Uma blindagem pesa, em média, 200 kg. Dependendo da motorização do veículo, o peso excessivo faz muita diferença no consumo e desgasta as partes mecânicas, gerando um índice maior de manutenção”.Apesar de possuir garantias (o padrão é de três anos), cuidado nunca é demais. “O tempo não costuma comprometer a blindagem em sua área opaca, desde que os painéis balísticos sejam totalmente vulcanizados e a prova d"água. Mas, no caso dos vidros, é preciso tomar cuidado. Eles não devem ser limpos por dentro com derivados de petróleo e nem abrasivos”, orienta. Outros fatores também podem comprometer a durabilidade, como, impactos (de uma pedra, por exemplo), fechar a porta do veículo muito forte com os vidros abaixados e torções na carroceria (cuidado com lombadas e valetas). De acordo com Donato, a blindagem de um veículo zero quilômetros têm a necessidade de uma revisão periódica, que ocorre a cada 10.000 quilômetros ou a cada seis meses. Com isso, a manutenção de problemas e a perda da garantia não ocorrerão. Caso o cuidado seja feito, o automóvel não perde valor em uma possível revenda.ALERTA! Em caso de veículos fora da garantia e haver a necessidade de manutenção, c uidado com empresas que sugerem para que você retire a camada de policarbonato dos vidros, para eliminar as bolhas, e dizendo que você vai economizar com isso. Essa camada é que faz a proteção balística do vidro e sem ela, o vidro perde a sua capacidade de absorção de tiros e você correrá risco de vida, no caso de um ataque.SÓ LUXOS?Segundo a Abrablin em pesquisa feita com 28 blindadores, em 2011, os veículos mais blindados foram Volvo XC60, Volkswagen Tiguan e Toyota Corolla. “A maior parte dos veículos blindados que se encontram no mercado hoje são de luxo, pois suas motorizações são mais potentes e aguenta melhor a blindagem”, comenta Donato. Visto que esses carros são bem visados, é importante que o condutor saiba aproveitar da blindagem. Desse modo, existem cursos para esses futuros motoristas de automóveis blindados. “É importante para que o condutor, em caso de um ataque, possa ter uma boa noção de fuga”, orienta.Ou acesse o link dessa matéria - http://www.steelblindagens.com.br/revista.htm
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