sábado, 15 de fevereiro de 2014

Jeep Grand Cherokee 2014 chega ao Brasil como SUV para ser blindado.

Jeep Grand Cherokee 2014 chega ao Brasil como SUV para ser blindado.




Já protegida pelo "guarda-chuva" da Fiat, a Chrysler do Brasil apresentou a renovação de seu carro-chefe no país, o Grand Cherokee agora em modelo 2014. Com mudanças de estilo, conforto e tecnologia, o SUV chega primeiramente na configuração com motor V6 a gasolina, apenas, em versões de R$ 185.900 (Laredo) e R$ 214.900 (Limited), em preços de janeiro de 2014, sempre com câmbio automático de oito marchas da alemã ZF. A configuração a diesel chega apenas em março.
Chama atenção  para o Brasil, porém, a eliminação do teto solar de todos os pacotes. A explicação dada pelos executivos da marca para o detalhe mostra bem o perfil do consumidor do SUV grandalhão: maior que o anterior, com duas lâminas de vidro, o novo teto inviabilizaria a segurança da blindagem, "exigência de quase todo comprador do Grand Cherokee".
Segundo a assessora da Chrysler, a blindagem preferida é a nível 3A. Com ela, o gigante de mais de 2,1 toneladas de peso ganha 200 quilos extras. A empresa informou que não costuma indicar blindadoras, mas aponta que as concessionárias costumam ter empresas parceiras.

QUEM NÃO TEM TETO DE VIDRO...

  • Acima o novo Grand Cherokee americano, com seu teto solar panorâmico...

    ... que foi retirado do modelo brasileiro (abaixo) por conta da preferência local por blindagem.
  • Wander Malagrine/Divulgação

COMO É O 2014
O primeiro contato de UOL Carros com o novo Grand Cherokee aconteceu há quase um ano, em março de 2013, durante evento da Chrysler em Detroit (EUA). Em território americano, ouvimos de engravatados e engenheiros que a mão -- e o dinheiro -- da Fiat permitiram à gigante americana voltar a modernizar seus produtos, que ainda estavam "presos" ao padrão dos tempos da parceria com a Daimler (controladora da Mercedes-Benz). Por assim dizer, o Grand Cherokee anterior foi lançado em 2011, mas ainda tinha característica de modelo dos anos 1990, como por exemplo o painel de instrumentos.
Para colocar o Grand Cherokee no século 21, foi preciso modificar visual -- que ficou mais arrojado, atual e até esportivo -- e no conforto interno, apostando em tecnologia. Tudo para brigar em boas condições com europeus de Audi, BMW, Mercedes e até Volkswagen e com os sul-coreanos de Hyundai e Kia.
Sumiram as grandes áreas cromadas na grade dianteira e na tampa do porta-malas. LEDs dominam faróis e lanternas, finalmente. Na cabine, o painel de instrumentos (típico ainda do final dos anos 1990) foi substituído por uma tela de tamanho de tablete (sete polegadas), que tem imagens fixas para velocímetro, conta-giros e outras quatro funções, mas que também pode exibir informações condicionais de direção, do navegador por GPS (Garmin, totalmente em português do Brasil com mapas em 3D) e até do modo como o sistema 4x4 está atuando durante o off-road. No centro do painel, há outra tela enorme sensível ao toque, de cinco ou 8,4 polegadas, para o sistema multimídia (rádio, mídia, telefonia por Bluetooth e ajustes do carro e do ar-condicionado).
É impossível ignorar a influência dos modelos da Range Rover neste painel. Ou na nova transmissão automática de oito marchas, também usada pelos inglesas, apesar de ser alemã (da marca ZF) -- ela é percebida pela alavanca idêntica àquela do sedã de luxo Audi A8 e pelo modo Eco de condução, com marcha lenta e trocas em rotações mais baixas, além de mudanças manuais por borboletas no volante.
Mas finalmente pode-se dizer que o Jeep se igualou ao pares, quando o assunto é conforto.
Há ainda novidades como a maior altura para o solo, o uso de rodas de alumínio de 18 (Laredo) ou 20 polegadas (Limited), dupla saída de escapes cromadas, tampa do porta-malas com subida e descida automáticas comandadas por um botão, retrovisores externos com repetidores de seta e luz de cortesia apontada para o solo (Limited).
  • Wander Malagrine/Divulgação
    Atravessar riacho? Comprador padrão do Grand Cherokee no Brasil vai é encarar enchente.
MELHOR NA LAMA
A Chrysler insistiu em ressaltar que houve um acerto do sistema fora-de-estrada, que ficou 14% mais eficiente em subidas. Mas UOL Carros arrisca dizer que nem 1%dos compradores perceberá a alteração, uma vez que por aqui o uso seguirá predominantemente urbano.
Pena. O Grand Cherokee se porta muito melhor com o controle de marcha reduzida acionado: o pedal fica esperto, a aceleração, mais equilibrada e a dinâmica, menos latente. No asfalto, o motor Pentastar V6 de 3,6 litros a gasolina acaba não dando conta de embalar corretamente o SUV, apesar de seus 286 cavalos de potência e torque de 35,38 kgfm.
Tanto é assim, que a versão CRD (a diesel) deve seguir dominando as vendas quando retornar à cena, em março -- espera-se 50% para o Grand Cherokee diesel, 30% para o Limited a gasolina e 20% para o Laredo a gasolina. O consumo de gasolina, porém, foi bom: o computador de bordo indicou 10 km/l no trecho rodoviário, 7,5 km/l no urbano e cerca de 5 km/l no off-road, após 120 km do teste.
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Como era o Grand Cherokee16 fotos

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Preço de R$ 219.900 fica exatos R$ 40.000 acima da versão equipada com motor V6 a gasolina Leia mais Divulgação

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